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Brasil na COP26


A COP (Conference of the parties, frase que traduzida significa conferência das partes) teve sua 26ª edição esse ano em Glasgow, na Escócia e teve início no dia 31 de outubro e fim no dia 12 de novembro, e trouxe em seus debates muitas metas e problemas a serem resolvidos. Mas, antes de entrarmos de fato nesse assunto, devemos falar sobre como a COP surgiu.

Pois bem, a primeira conferência foi feita do dia 28 de março e 7 de abril de 1995, em Berlim, na Alemanha. Onde foi pensado e debatido formas e metas para redução de gases do efeito estufa (GEE’s), já trazendo como pauta os grandes índices desses gases pelos países desenvolvidos. E desde então, anualmente vários países, como o Brasil, se encontram para debaterem essa temática tão presente no nosso dia a dia e outras questões no âmbito da conservação do planeta.

O Brasil, nessa COP, se envolveu em muitas polêmicas, se iniciando com a ausência do presidente da República, Jair Messias Bolsonaro, ao qual afirma que o Brasil não é parte do problema ambiental que o mundo vem presenciando. Por sua ausência, o país foi representado pelo ministro do Meio Ambiente, Joaquim Leite, ao qual teve declarações apoiando e trazendo como meta a causa ambiental por meio do incentivo de um desenvolvimento sustentável com práticas como o crescimento verde, e com uma nova economia verde neutra em emissões até 2050. Logo, Joaquim teve em seu discurso o forte embasamento o propósito de mostrar na COP26 um Brasil real: “Um Brasil que faz atividades de sustentabilidade, que cuida sim das suas florestas, especialmente dos recursos naturais que temos que são abundantes”.

Em contra ponto, o OC (Observatório do Clima) reagiu aos anúncios do Governo nessa COP26: "Depois de quase um ano expondo o Brasil ao escárnio diante do mundo e sendo processado na Justiça por violar o Acordo de Paris, o governo enfim aprendeu a fazer uma conta matemática simples que empata nossas metas com as do passado, que já eram muito insuficientes”.

Em sequência, o ministro foi questionado e explicou sobre o programa recém lançado pelo Governo chamado programa nacional de crescimento verde. O projeto se inicia com a criação de um comitê de mudança do clima e crescimento verde, onde dez ministérios vão atuar de maneira integrada, sempre buscando a conservação ambiental, a redução dos GEE’s e o uso racional dos recursos naturais.

Entretanto, é de comum conhecimento que o Brasil é um país que possui altos índices de desmatamento. Apesar do Leite anunciar que o Brasil deve zerar o desmatamento ilegal até 2028, dados do Imazon mostraram que o desmatamento na Amazônia na temporada 2020/2021 é o maior dos últimos dez anos e que, no último ano, a floresta perdeu uma área equivalente a nove vezes o tamanho da cidade do Rio de Janeiro, demonstrando uma possível deficiência no governo no referente a esse tema.

Por fim, em recado ao povo brasileiro o ministro trouxe a seguinte mensagem de inspiração: O Brasil é uma potência verde hoje e vai desenvolver essa economia para atingir a neutralidade de carbono até 2050, mas para, ao mesmo tempo, conservar floresta, usar racionalmente os recursos naturais e, principalmente, gerar emprego verde. O Brasil tem a possibilidade de gerar emprego verde em energia renovável, em reciclagem de embalagem, de alumínio. Tem vários temas que o Brasil tem que aproveitar essa economia verde, gerar emprego verde e tudo isso rumo a um crescimento verde que o Brasil precisa. E essa oportunidade, nenhum país tem como o nosso.

O que vocês acharam da atuação do Brasil? Conte para nós nos comentários.




Fontes:

https://www.gov.br/pt-br/noticias/meio-ambiente-e-clima/2021/10/brasil-participa-da-cop26-conferencia-para-discutir-meio-ambiente-e-clima

https://cetesb.sp.gov.br/proclima/conferencia-das-partes-cop/

https://www.bbc.com/portuguese/brasil-59341478



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